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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Planejamento

Engraçado eu não consigo imaginar uma formula para educar. Quando começa o ano letivo vem aquela historia de fazer o planejamento e eu penso se realmente todos aqueles tópicos serão lecionados até o final do ano.


Penso isso porque a cada sala de aula que eu entro vejo uma realidade diferente e não imagino como uma regra ou formula vão literalmente funcionar em todos casos.


A verdade é que o planejamento deve ser feito e seguido como uma meta a ser alcançada até o fim do ano letivo, mas tem que ser flexível o suficiente a ponto de atender as necessidades da turma,  entender que nós como profissionais temos que identificar o quanto do que lecionado está realmente sendo absorvido pelos alunos.


Eu mesmo me pego pensando "A esses alunos que me acompanhe, eu tenho uma data e vou cumprir". 


Porque realmente o aluno tem que seguir o ritmo da escola e não o contrario, isso são prerrogativas que ele vai precisar na vida profissional. Mas vem a questão que ele terá uma deficiência nos conteúdos que ele não conseguiu acompanhar. Cabe a nós por na balança até quando deixar os alunos comendo poeira e quando parar um pouco para beber água. E tenha a certeza que ano que vem é tudo de novo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Impressões ao vivo de uma sala de aula: Passando os exercícios e tirando dúvidas.


Muitas vezes, nos deparamos com fatos os quais depois de um tempo precisamos relata-los e acabamos esquecendo e omitindo algumas coisas q poderiam enriquecer o relato sobre os fatos. Desculpem se em algum momento eu, por ventura, cometer algum erro ou tiver guinadas no meu raciocínio é que eu tenho alunos tirando dúvidas o tempo todo aqui.
Estou em uma aula de genética (por sinal um dos ramos da biologia q eu mais gosto), mais precisamente, passando exercícios sobre 2ª Lei de Mendel e Interações Epistáticas para o Terceiro ano do E.M. do Noturno. Sempre achei interessante observar meu alunos fazendo exercícios, não só por vê-los produzindo , mas também por que gosto de ver pessoas pensando. Um ponto interessante é observamos como eles se comportam. Nessa situação tenho uma sala toda fazendo, passei alguns exercícios simples, pois aplicarei prova na próxima aula e o que mais me intriga  (um minuto, vou tirar uma dúvida aqui) (...) 

Não é meu aluno, mas achei bacana a foto.


Voltando, acho muito interessante analisar a diferença entre eles e nas suas dificuldades,  principalmente em questões que exigem a solução de um problema, enquanto outros tem uma facilidade muito maior. Nesses momentos eu me questiono: Será que a dificuldade na resolução de algumas perguntas, para alguns alunos, está aonde? Alguns podem dizer que isso está relacionado a explicação do professor, que deixou de abordar alguns pontos, quanto a isso penso o seguinte: a aula foi dada para todos os presentes da mesma forma , enquanto os mesmos prestaram atenção, as perguntas e questões feitas (pouquíssimas por sinal) foram sanadas, não foram pedidos mais exemplos, nem que fosse explicado de novo. Seria então o aluno? ( 1 minuto novamente “Diga, minha cara, o que foi?...”)
Retornando,  também não acredito que seja. A maioria dos meninos da escola pública tem pouco ou nenhum estímulo nessa habilidade, seja por causa de sua criação deficiente, família desestruturada, falta de oportunidade de faze-lo  ou até mesmo de interesse do mesmo. Mas falar desse jeito da a impressão que a maioria, ou todos, os que estudam em escola pública são assim, e não são, existe uma boa parte, mas diferente do que muitas vezes a imprensa, veículos de comunicação de forma geral e as pessoas que dizem que conhecem a educação, o ensino público tem sim vários alunos que são bons à excelentes, não devendo em nada para as instituições particulares. Na verdade acho que o Ensino Público de nosso país, tem mais um grande mal que o assola, além do baixo investimento, falta de infraestrutura, valorização do professional e descaso da sociedade de formal geral e lideranças políticas, o preconceito é um dos grandes males que a Educação Pública e o Ensino sofrem e o mais interessante de tudo é que ele parte de pessoas que se dizem mais educadas e conhecedoras que as outras.
Agora com licença, pois vou para o intervalo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Didática


Significa arte ou técnica de ensinar. Mas existe um problema que ocorre entre a didática de sala de aula e a teórica...

Qual é esse problema?

A física explica dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.

Ai você pensa tudo bem, mas a didática não é um corpo e não ocupa lugar no espaço. 

Enquanto você tentar planejar suas aulas com a visão utópica que os alunos vão reagir como alunos de novela que ficam sentados e levantam a mão para perguntar só porque você usou um tom de voz como se tivesse apaixonado pela matéria que está lecionando isso vai ser aplicado como na física.



 A realidade que vejo é outra:

Hoje em dia o professor nem de perto é a coisa mais interessante de uma aula:


Também...

Nesta postagem não quero fazer nenhuma conclusão. Quero ver se alguém tem algo a dizer sobre o assunto.


domingo, 13 de maio de 2012

A Ditadura do Quadro Negro ?


          Sou professor, gosto de ser professor, sou uma daquelas pessoas as quais acha que quase todo mundo nasceu com um dom e que ele deve ser estimulado e trabalhado até que seja atingida a excelência. Venho de uma família de professores, logo isso me estimulou bastante fazendo com que começasse minha carreira cedo. Como todo o início foi complicado, pois, até eu me acostumar com tudo, as dificuldades eram novas e os problemas pareciam ser grandes. Com o tempo  fui pegando os “traquejos” da profissão e notado algo muito interessante, há uma ditadura dentro da educação, mas, antes de qualquer coisa, vou explicar  o que eu quis e quero dizer com isso. Quando se ouve falar em ditadura dentro da educação, vem a mente aquela clássica cena do professor dentro da sala de aula, com uma postura rígida, e os alunos em silencio fazendo tudo conforme o professor fala, como ocorria na era vitoriana (vou aproveitar e abrir esse parênteses e deixar claro que não vou usar a expressão “educador” como é esperado que se faça em qualquer texto sobre educação, explicarei o porque em postagens futuras), e não é isso que eu estou dizendo, mesmo o porque quem acha que as salas de aula ainda e a aula em si ainda é desse jeito está com a sua mente ainda parada na era vitoriana também.



Sala de aula da Era Vitoriana
Sala de aula tipica da Era Vitoriana


       
          Na minha visão, quando  digo ditadura dentro da educação, estou falando no sentido de como é discrepante a distancia entre, como os órgãos que regem a educação de nosso país dizem que é a realidade da educação e de quando comparamos com a realidade em si. Nesses órgãos incluo as instancias do governo responsáveis pela educação, as instituições de pesquisas, faculdades que estudam essa temática, institutos e vários outros que olham para a educação com olhos utópicos enxergando o que querem ver e não como realmente é. Resumidamente essa “Ditadura” é nada mais, nada menos, a maneira como aqueles que deveriam prezar pela melhora da educação, a partir de investimento, apoio e varias outras vertentes, simplesmente olham de cima pra baixo dizendo que a educação de nosso país tem que ser assim e os alunos,  professores e outros profissionais que estão envolvidos diretamente com ela devem ser do jeito o qual eles querem, independentemente das condições estruturais, logísticas, físicas, psicológicas ou quais quer outras que sejam.
Trocando em miúdos, não importa se as escolas estão caindo por falta de quase tudo que é básico, se os professores estão sendo mal pagos e sobrecarregados de serviço ao ponto de terem que extrapolar as suas horas de trabalho pra poderem ter uma vida digna que almejavam ao concluir a faculdade ou se os alunos não tem o incentivo e o estímulo por parte do meio (lê-se aqui meios de comunicação, família e similares) para estudar e uma qualidade digna daquela que se diz uma das 10 maiores economias do mundo. O importante mesmo é colocar um monte de projetos que não condizem com a realidade do local onde estão sendo implantados, tentar empurrar teorias pedagógicas que não tem a menor aplicabilidade prática no cotidiano de uma sala de aula e, na maioria das vezes, aplicar verbas em situações ou coisas desnecessárias ou de aplicabilidade limitada. Esse é a real ditadura que vivemos na educação, não aquela da imagem clássica e já a muito tempo ultrapassada, mas daqueles que dizem que vão “melhorar” a educação do país fazendo e aplicando tudo, menos aquilo que realmente importa. O nome desse blog remete justamente a essa forma de como a educação do nosso país é feita, dizem que é uma coisa, falam que ter que ser de uma maneira, mas na verdade ninguém que tem poder e deveria se importar, se importa.


Eu sou o Bromo (e não esse não é meu nome é apenas um nickname que eu gosto bastante) , sou professor da rede pública e, como disse anteriormente, gosto de ser professor, faço parte da profissão mais importante que existe, e não adianta dizer o contrário, pois é verdade. Faço esse blog juntamente com meu amigo e colega de profissão no intuito de divulgar nossa opinião sobre a atual situação da educação em nosso país e de como a educação é vista de uma forma que não condiz com a realidade na maioria das vezes e usa-lo como uma ferramenta para expressar nossas ideias e o que realmente pensamos disso tudo .

sábado, 12 de maio de 2012


Fizeram-me a seguinte pergunta. O que você faria para melhorar a educação no país?

Não é a solução, mas que muita gente já pensou isso também...

sábado, 5 de maio de 2012

Dinossauros e o ensino


Os dinossauros viveram a cerca de 250 a 135 milhões de anos e o intrigante é que hoje você não precisa se importar nem um pouco com eles, e o motivo é simples eles foram extintos. 
Pois bem, Platão na sua obra A Republica já alertava para a importância do professor na formação do cidadão (o indivíduo que vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e das decisões políticas) isso em 348 a.C.
Desta época para os dias de hoje se passaram 2.360 anos e a forma de educar sofreu varias alterações neste período. O que leva a seguinte questão até quando os dinossauros (professores) serão uteis em uma época se denomina A Idade da Informação.
Tal questão me veio à mente após ver uma ideia de um grupo de jovens gênios que estão planejando um ambiente online que avalia e disponibiliza o conteúdo para o aluno em tempo real e com tudo que a de melhor em termos de informação e sem sair de casa.
O custo da educação nesta plataforma se comparada à educação convencional seria quase que grátis. Eu já me sinto um dinossauro e o pior com poucas chances de evoluir antes que este ou outro meteoro caia nesse mundinho.
Quem tiver interesse de conhecer o projeto GEEKIE